Marobá – Hoplerythrinus unitaeniatus

Marobá – Hoplerythrinus unitaeniatus

Classificação Taxonômica:

jeju – Hoplerythrinus unitaeniatus
jeju – Hoplerythrinus unitaeniatus

Reino: Animalia

Filo: Chordata

Classe: Actinopterygii

Ordem: Characiformes

Família: Erythrinidae

Gênero: Hoplerythrinus

Nome científico

Hoplerythrinus unitaeniatus (Spix & Agassiz, 1829)

Nomes comuns

Marobá, jeju, jejú, jejum, traíra pixuna, traíra mixuna, Lobó, pixuna, peixe-preto, dorme-dorme, sabira ou Íu.

Características gerais

Marobá – Hoplerythrinus unitaeniatus
Hoplerythrinus unitaeniatus

O marobá é um peixe robusto e bastante ativo que pode atingir até 40 centímetros e prefere viver em águas de inundação temporária. Possui dentes caninos desiguais, ausência de nadadeira adiposa, uma mancha preta arredondada no opérculo e uma faixa preta ao longo do corpo o que o diferencia dos outros membros de sua família (porém em algumas raras ocasiões essa mancha não é vista, como na imagem acima).

A dentição dele ainda é um mistério já que é bem diferente da de outros carnívoros, duas hipóteses bem interessantes são a de que essa dentição seja especializada para comer insetos ou para comer carcaças de animais mortos, para mim a melhor hipotese é a de que sirva para comer insetos já que onde o marobá vive tem muitos deles, enquanto as carcaças são mais raras de se encontrar.


Assim como à sua “prima” traíra o jeju é um peixe carnívoro, porém à traíra se alimenta principalmente de peixes enquanto o marobá apesar de também comer peixes têm tendência a comer insetos, outra diferença é a respiração que na traíra é exclusivamente aquática e o marobá também possui respiração abdominal utilizando sua bexiga natatória, o ponto em comum entre essas espécies além da aparências é que ambas pertencem a antiga família Erythrinidae que surgiu a milhões de anos atrás.

jeju – Hoplerythrinus unitaeniatus
jeju – Hoplerythrinus unitaeniatus


Ele consegue viver em águas com baixíssimos níveis de oxigênio graças à sua bexiga natatória, que extrai cerca de 25% do oxigênio necessário e em algumas situações se o ambiente não for muito favorável ele pode simplesmente sair da poça onde está e ir se arrastando em terra para a outro corpo d’água, esta situação é bastante observada no pantanal brasileiro durante os períodos de estiagem.


À bexiga natatória é uma característica marcante desta espécie que os fazem ter uma respiração aérea facultativa e possibilita que ele possa sobreviver 24h fora d’água dando-lhe vantagem em relação aos outros peixes.

Marobá e um bagre africano ao fundo
Hoplerythrinus unitaeniatus

HABITAT E DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA

O gênero Hoplerythrinus se distribui pela América Central e do Sul, são encontrados em ambientes lênticos com vegetação abundante geralmente em savanas inundadas temporariamente.

Como não tem uma carne lá muito saborosa, em alguns lugares as pessoas os soltam de volta quando os pescam, ou o usam de isca para outros peixes carnívoros como o Bagre Africano, Traíra, poraquê entre outros.

Outras espécies do mesmo gênero:

Hoplerythrinus cinereus (T. N. Gill, 1858)
Hoplerythrinus gronovii (Valenciennes, 1847)

Marobá
Maroba, Jeju – Hoplerythrinus unitaeniatus

Vídeos:

https://youtu.be/2zGarIYwgwQ

jorgeaguiarmaeterlink

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *