TILÁPIA DO NILO – Oreochromis niloticus

TILÁPIA DO NILO – Oreochromis niloticus

CLASSIFICAÇÃO CIENTÍFICA:

Nome científico: Oreochromis niloticus

Reino: Animalia

Filo: Chordata

Classe: Actinopterygii

Ordem: Perciformes

Família: Cichlidae

Gênero: Oreochromis

ETIMOLOGIA

O nome Tilápia do nilo vem de seu local de origem o rio nilo na África.

CARACTERÍSTICAS DA TILÁPIA-DO-NILO

Ela é um peixe bem semelhante à Acará porém menos colorida, sua coloração é acinzentada e pode atingir um tamanho de 60 cm, e algumas Tilápias do nilo gigantes também já foram pescadas.

DISTRIBUIÇÃO E HABITAT

Têm origem africana, mas hoje é encontrada em várias partes do mundo onde foi introduzida para à aquicultura.

Como ela chegou no Brasil

Primeiro tentaram introduzir a tilápia do congo em 1952, porém acabou não dando certo e logo após foi introduzida a T. do nilo e esta sim gerou bons resultados nas pisciculturas.

Os primeiros exemplares trazidos para o Brasil chegaram no ano de 1971, juntos com a tilápia de zanzibar, e se adaptaram muito bem ao nosso clima tropical.

Esta espécie desenvolve-se bem em águas quentes com temperaturas entre 26°C e 28°C, e como a temperatura está relacionada com o crescimento e a reprodução das Tilápias o Brasil tornou-se um verdadeiro “paraíso” para elas que agora encontram-se livre de seus predadores naturais.

BREVE HISTÓRICO DA TILÁPIA

No século XX foram intensificadas as atividades de criação, mas muito antes disso outros povos da antiguidade já as cultivavam. Não é de hoje que à criação de peixes existe, há cerca de 3000 à.c os sumérios já criavam peixes.

E como mostram alguns registros em templos antigos, nas pirâmides e em outros monumentos egípcios, há 4000 anos a tilápia já era cultivada, e o interessante é que este povo já fazia estudos sobre seu comportamento em tanques de argila cozida.

Foi só entre 1940 e 1950 que ela começou a ser cultivada em várias partes do mundo ficando bastante popular no continente asiático principalmente na china. Esta espécie foi trazida para o Brasil no ano de 1971, e os primeiros exemplares que começaram o cultivo que em 1982 no paraná vieram da costa do marfim.

ALIMENTAÇÃO

Sua alimentação é omnívora logo aceita com facilidade vário tipos de alimento como ração e alimentos naturais como fitoplâncton, zooplâncton, insetos aquático e vermes.

REPRODUÇÃO E DIMORFISMO SEXUAL

São ovíparos e possuem reprodução precoce, a partir dos quatro meses já podem começar a pôr ovos, com uma frequência de 7 a 8 ninhadas por ano e cada ninhada produz cerca de 100 a 1000 ovos que são encubados em sua boca.

O dimorfismo sexual é de difícil identificação, então para leigos é difícil diferenciar a fêmea do macho, porém os machos costumam ser bem maiores e adquirem uma coloração mais avermelhada quando querem atrair as fêmeas.

AQUARISMO

Requisitos mínimos que precisam ser cumpridos para mantê-las em um aquário:

  • Aquário de no mínimo 500L
  • Temperatura 26-28ºC
  • Oxigênio dissolvido 3-6 mg por litro
  • Alcalinidade total 30-40
  • pH 7,0-8,5

CRIAÇÃO

A Tilápia é sem sombra de dúvidas a espécie de peixe mais produzida na aquicultura brasileira, e é uma das mais produzidas no mundo, só perdendo para a carpa, e a China é o maior produtor da T. do nilo.

A melhor maneira de comercializá-las é através de pesque pagues, frigoríficos e para exportação. Recentemente sua pele tem sido usada no tratamento de queimaduras e apresentado bons resultados.

Os consumidores geralmente exigem peixes com peso mínimo de 500g, pois peixes grandes são mais atrativos, mas isso pode variar em diferentes regiões.

Uma parte deste mercado ainda se mantém na informalidade o que não é bom pois a origem dos peixes e as práticas de manejo corretas determinam se a criação terá um bom rendimento na comercialização.

RISCOS AO ECOSSISTEMA

Quando elas escapam para à natureza acabam ameaçando seriamente as espécies nativas por competição ou predação. Algumas pessoas irresponsáveis as deixam escapar ou simplesmente as soltam na natureza propositalmente, e esta ação causa danos terríveis ao nosso ecossistema devido ao fato de ela ser uma espécie exótica e não possuir predadores naturais. Uma atitude que poderia talvez amenizar problema de espécies invasoras seria dar maior ênfase ao estudo de ecologia nas escolas.

Vídeo:

OUTRAS ESPÉCIES DE TILÁPIA

Tilápia do Zanzibar

Tilápia vermelha

Tilápia tailandesa

Tilápia moçambicana

Tilapia aurea (Oreochromis aureus)

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